quarta-feira, 3 de abril de 2013

E volta a ser mulher


Lágrimas que escorreram caro
Quando a rebaixaram a Deusa
Só para provocá-la

Sem arrependimentos
Um coração torturado
Que nunca se torna mais sensível

Acontecimentos que a consomem
Ela briga
E assim ilumina mais que pode

Ela é uma dama
Mas chora como criança
Cada vez mais frágil

Ela está perdendo sua luz
Ela está perdendo sua luz

Bem no auge da insanidade
Ela ri de si mesma
E volta a ser mulher

Então lhe roubam o desejo
E cada um põe o seu nome
E volta a ser Deusa

Seu olhar se torna um vício cobiçado
E ninguém a preparou para perder seu orgulho

De manhã, sua inimiga
À noite, se afoga em uma obsessão
se confundindo

Ela está perdendo sua luz
Ela está perdendo sua luz

domingo, 31 de março de 2013

Eram vivas, ora mortos


Eram vivas as rosas
Eram vivos os olhares
Eram vivas as aves
Sempre sobre os ares

Eram vivas as nuvens
Eram vivos os abraços
Eram vivas as esperanças
Sobre os estilhaços

Eram vivas as lágrimas
Eram vivos os amores
Eram vivas as palavras
Eram vivas as minhas dores

Ora vivo o meu sangue
Ora sem vida o meu coração
Sobre o chão gelado
Em frente a multidão

Ora vivo o meu sofrimento
Ora sem vida sempre assim
Eis a vida para uns
Eis a morte para mim

terça-feira, 26 de março de 2013

Ela deslumbra na noite como uma luz mortal

By Yelena



Ela deslumbra na noite

Como uma luz mortal
Mas por trás de sua maquiagem
Existe uma frágil boneca vitral
Que protege sua imagem

apenas para as lágrimas não borrarem o seu quadro
Esperando julgamentos menos inflamados

Ela deslumbra na noite
Como uma branda luz
Dançando sobre as pernas
Enquanto a vida a conduz

Se perdem a cabeça
É porque ela alimentou 
Uma vida de orgulho
A qual ela zombou

Ela deslumbra na noite
Como luzes mortais
E sugam-lhe a vida
Admirando seus traços orientais

Sua passagem está chegando ao fim
E não resta mais nada
A não ser enfrentar a manhã
Totalmente deslumbrada

Se sente entorpecida
Sem alegrias na vida
Parando em estações
E ainda que o sol não brilhe mais suas emoções

Ela deslumbra na noite
Como uma luz mortal
E, apesar do céu chorar 
Ela fará amor com o mal

E a boneca de louça
Permanece com seus traços intocados
Esperando julgamentos menos inflamados