O pai dela é um alquimista
Que cria tragédias com a mão
Ela, sua vítima
Cercada de solidão
Sua mãe é a pena
Em uma pilha, a espalhar
Como páginas de um livro
Que nunca irão se ordenar
Marcada a ferro e brasa
Ela foi do ouro pro latão
Como quem mata um pássaro
E sua morte é em vão
Violetas vitrificadas
Caem sobre seu olhar
Fechando suas pálpebras
Para o cego não enxergar
Sua alma se partiu
E se fragmentou
Abrindo lhe um caminho
Sobre o seu sangue que derramou
Tem dois lados o tabuleiro
com suas peças em posição
Ela rola o dado pro xadrez
E perde toda vez
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