Sente fome e sente sede
Teme o dia que irá morrer
Envolta na brisa fina
de um tênue amanhecer
O frio mordaz que gela o corpo
Mantém o barro quente
Em seu sangue ardente
Lembra que permanece viva
Desvenda as linhas do seu ser
Esculpe a dor oculta
Na voz vibrante de prazer
Atrás das grades da gaiola
Ela esconde suas asas
E julga a jovem ave
Que se mata a voar
Se confunde de que lado
Sua prisão está
Desconhece a prisioneira
De liberdade passageira
Que não lhe atrai mais
Enquanto tem um traço
Um vestígio reluzente
Da sua alma confiante
Que agora é doente
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