O frágil limiar da vida
Tão frágil que me fez chorar
Do mundo que já foi do amanhã
E que hoje já não pertence a ninguém
Sorrisos se apagam em uma última chama
Já me sinto esvanecida nos braços que me soltam ao vento
E me perdem na noite de festividades cruéis
Festas de caráter dúbios e perspicazes
Baile de desejos fugazes que se espalham na dor da minha alma faminta
Dor essa que nunca dissipará
Derrama em mim a amargura do seu bel-prazer
Arranque-me a culpa por ser feliz
Guiando-me até o final
Renda as minhas últimas palavras em teu silêncio
Culmine meu olhar ao entardecer do seu olhar
Zombe mais um pouco de cada pedaço do meu ser
Leve o que nunca foi meu
Abandone em meu corpo o que eu não pedi
Arranque minha dignidade
E prometa transformar-me em sua imaginação
Sem consciência, sem amor e sem dor
Torna-me perfeita
Torna-me sua
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